terça-feira, 28 de maio de 2013

Desafios par ao ensino da Língua Portuguesa



Desafios par ao ensino da Língua Portuguesa
O Ensino de Língua Portuguesa passou por modificações ao longo dos anos e a escola tem sido atingida por essas mudanças. O desenvolvimento das tecnologias e seu uso no ambiente escolar são uma realidade e uma necessidade que deve ser observada pelos educadores comprometidos com a efetiva aprendizagem dos educandos.
Além disso, a partir do momento que a escola passou a ser “para todos”, diferentes culturas e níveis socioeconômicos chegaram com esses novos alunos. É um desafio muito grande para o professor, estabelecer metas que garantam o processo de construção da aprendizagem e a inserção social das novas gerações. O papel do educador hoje deve ser o de formar não apenas profissionais com conhecimentos em matérias específicas e sim seres humanos capazes, seguros, aptos para pesquisar, questionar, viver em grupo, assim garantindo o exercício pleno da cidadania.
Atualmente, muito se tem falado em competências e habilidades como pré-requisitos em situações de aprendizagem. O suíço Perrenoud (2002, p.16), aborda essa questão em suas obras, a exemplo das Dez Competências para Ensinar no Século XXI. Para ele, a competência vai mobilizar o indivíduo a colocar em prática conhecimentos armazenados e/ou adquiridos diante de algumas instâncias da vida.  Competências e habilidades estão relacionadas, levando em consideração que esta é parte constitutiva daquela. A escola desprezou esse aspecto, contudo tem se esforçado para mudar este quadro através de atividades que mobilizam tanto os alunos quanto os professores. Essa mudanças exploram esforços na criação de situações diversificadas, descobrindo praticas variadas que permitam uma aprendizagem significativa, levando o aluno a criar mecanismos para a resolução de problemas não apenas ligados a uma situação específica, mas àquelas que lhes são apresentadas cotidianamente, fazendo uso de suas competências e habilidades.  Para que isso realmente aconteça, a escola deve abrir mão do ensino fragmentado e excludente e adotar formas multidisciplinares na abordagem dos assuntos, para que o aluno perceba a relação entre eles e sua própria realidade. 
O uso de novas mídias e tecnologias no espaço escolar é necessário, porém, esse processo é lento e precisa ser feito com responsabilidade e muito planejamento, pois:
           Ensinar com as novas mídias será uma revolução, se mudarmos
simultaneamente os paradigmas convencionais do ensino, que
mantêm distantes professores e alunos.  Caso contrário
conseguiremos dar um verniz de modernidade, sem mexer no
essencial. (MORAN, 2000, p. 4).
O papel do professor agora é o de mediar à cultura tecnológica no espaço escolar transformando esse em um espaço de inclusão social onde todos tenham o mesmo acesso às informações, aos meios de comunicação, à igualdade de oportunidades, uma vez que:
  As mediações não estão dadas.  Elas se constituem enquanto
ações reflexivas.  E podem ocorrer de fato, tanto na esfera da
produção quanto na recepção.  Para o nosso caso, enquanto
educadores, as mediações precisam ser potencializadas,
desenvolvidas, trabalhadas.  E a escola pode e deve estar
articulada às demais esferas da sociedade civil na construção das
alianças de transformação, na medida em que se inclua, nesta luta
de conquista de poder, junto às camadas excluídas e
marginalizadas, com respeito ao acesso às mídias
contemporâneas. (OROFINO, 2005, p. 51).

Mas é necessário ter cuidado na introdução das ferramentas tecnológicas. É preciso: planejar, estabelecer objetivos e então, de forma equilibrada fazer uso dessa ferramenta. Agregar as mídias tecnológicas a pratica pedagógica, saber como utilizar os recursos, as ferramentas de que dispõe é uma maneira de direcionar os passos, tendo em vista um ensino e aprendizagem mais significativa. 
É importante não nos esquecermos de que a tecnologia possui
um valor relativo: ela somente terá importância se for adequada
para facilitar o alcance dos objetivos e se for eficiente para
tanto. As técnicas não se justificarão por si mesmas, mas pelos
objetivos que se pretenda que elas alcancem que no caso serão
de aprendizagem. (MASETTO, 2000, p. 144).
            Torna-se claro que o maior desafio para o ensino da Língua Portuguesa na contemporaneidade está em aceitar os diferentes indivíduos e os diferentes níveis de aprendizagem presentes em sala de aula e incorporar este ensino as novas demandas tecnológicas. Lembrando que para uma aprendizagem significativa é necessário levar-se em conta a “bagagem” desse educando e mediando seus pré conhecimentos à novos.

Bibliografia
MASETTO, Marcos T. Mediação pedagógica e o uso da tecnologia. In: MORAN, José 
Manuel; MASETTO, Marcos; BEHRENS, Marilda Aparecida. Novas tecnologias e mediação pedagógica. 12.. ed. Campinas: Papirus, 2000.
OROFINO, Maria Isabel. Mídias e mediação escolar: pedagogia dos meios, participação e visibilidade. São Paulo: Cortez; Instituto Paulo, 2005.
PERRENOUD, Phillipe. As Competências para ensinar no Século XXI: a formação dos professores e o desafio da avaliação. Porto Alegre: Artmed, 2002.
TENTI FANFANI E.  Pedagogía y cotidianidad. En: TENTI FANFANI E. 2000.

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