terça-feira, 25 de junho de 2013

Ao realizar nosso trabalho com anuncio anúncios publicitários usaremos a sequência didática que segue:


Sequência didática: anúncio publicitário

O anuncio publicitário ou propaganda é um dos gêneros mais usados no ensino de leitura e produção de textos. Está presente por meio de inúmeros portadores, seja na mídia impressa (jornais, revistas, cartazes, prospectos, folhetos), seja na eletrônica (cinema, televisão, internet).
Este gênero é rico em elementos de linguagem não-verbal que podem ajudar no processo de compreensão do texto. Basta lembrar que diferentes efeitos de sentido podem ser alcançados por meio do planejamento gráfico, que inclui: cores tipo de letra, imagens, distribuição dos elementos na página, relação entre imagem e texto verbal. Além disso, em situações concretas de comunicação, estamos em contato com textos publicitários, nas suas mais variadas formas e suportes, deixando claro seu uso social.
Com o objetivo de ajudá-lo a compreender e produzir um anúncio publicitário é que este material foi elaborado.
Com este material, pretende-se que você:
1.    Compreenda o que é um anuncio publicitário.
2.    Analise a estrutura desse tipo de texto e a intenção de seu autor.
3.    Seja capaz de criar e desenvolver seu anúncio.
4.    Utilize as estratégias textuais desse gênero e de produção para criar seu anúncio.

Para atingir este objetivo, esta sequência didática apresenta as seguintes atividades:

 I. Anúncio Publicitário: convencer a todos que o veem, a adquirir um determinado produto.
- Atividade 1.  Propaganda, imagens, cores, letras...
- Atividade 2.  Propaganda? Isso quer dizer convencimento? Será que eu consigo fazer uma?
 II. Do que os anúncios publicitários tratam?
            - Atividade 3. Entendendo sua construção
            - Atividade 4. Identificação do produto ou marca
            - Atividade 5. Conhecendo mais anúncios publicitários
            - Atividade 6. Conhecendo as mídias de circulação
 III. É difícil criar um anuncio publicitário?
            - Atividade 7. Escolha do produto e público-alvo? Tem a ver com a propaganda?
 IV. Produzindo anúncios publicitários
            - Atividade 9.
* Por onde começar?
            * Criando e caracterizando o produto
            * Criando o público-alvo
            * Criando imagens
            * Criando o texto
* Criando letras e cores
            * Criando o slogan
            * Escolhendo a mídia
            - Atividade 10. Mãos à obra!
            * Planejando
            * Montar e escrever o texto
 V. Avaliando os anúncios publicitários
            Autoavaliação
·         Analisando o trabalho de meus colegas
·         Analisando a sequência didática

sábado, 8 de junho de 2013

Pesquisa wikipedia

Durante pesquisa no Wikipedia encontrei o seguinte texto para auxiliar em nosso trabalho:


Marketing infantil é um termo usado para se referir ao marketing de produtos e serviços voltados ao público infantil. Apesar de quase sempre a criança depender dos pais para financiar suas compras, dependendo de sua faixa etária, ela pode assumir diferentes papéis de compra: apenas consumidora, influenciadora da compra ou até ser considerada decisora, mesmo que o recurso venha dos pais. A criança pode ser abordada também como público futuro de determinado produto ou serviço.
Vários países têm buscado regular a atividade de marketing infantil para evitar abusos. Em alguns, qualquer comunicação publicitária voltada diretamente à criança é proibida. No entanto, há várias formas possíveis de relacionamento com a criança e seus pais que fazem parte das ferramentas promocionais utilizadas pela área. Além disso, o marketing também se ocupa de fornecer subsídios para o adequado desenvolvimento dos produtos ou serviços, sua precificação e distribuição.

Socialização do consumo
A socialização é um processo pelo qual as crianças aprendem a estar e a comportar-se no grupo e na sociedade a que pertencem. Desde que nascem as crianças recebem as influências dos pais e de outros agentes próximos, dando-lhes a conhecer o mundo em que vivem e as regras por que se regem.
Ao nível do consumo, as crianças são confrontadas com outros agentes de socialização que, conjuntamente com o seu desenvolvimento cognitivo, lançam as crianças para o mercado de consumo.
A socialização pode ser definida como «o processo através do qual os indivíduos aprendem a desempenhar efetivamente o seu papel na sociedade» (Brée, 1990:44).
As crianças são consideradas maioritariamente como influenciadoras e prescritoras, e muito pouco como um consumidor autónomo (McNeal, 1993; Guber & Berry, 1995). Todavia, é com a entrada na instituição escolar que elas experimentam o papel de consumidor em várias categorias de produtos. Sempre à procura de novidades, à procura da sua identidade e de pontos de referência, as crianças constituem uma população muito volátil. Na verdade, elas encontram-se confrontadas com inúmeras influências que podem explicar estas mudanças: o ambiente escolar, o professor, o circulo de amigos (pares), os pais, a televisão e os novos media (internet), a evolução da moda, etc...
A aprendizagem social, necessariamente associada ao desenvolvimento cognitivo, tem um papel fundamental na transformação das crianças em prescritoras e em consumidores ativos.
Os estudos de Piaget, que são uma referência incontornável para o conhecimento do universo cognitivo das crianças, opõem-se à teoria da aprendizagem social enunciada por Calder, Robertson & Rossiter (1975), segundo os quais o desenvolvimento intelectual das crianças depende, antes de mais, das suas experiências anteriores.
A socialização do consumo pode ser entendida como um processo através do qual as crianças adquirem capacidades, conhecimentos e atitudes para exercer o papel de consumidores no mercado (Ward, 1974). Este conceito fundamenta-se na teoria da aprendizagem social e na teoria do desenvolvimento cognitivo (Moschis & Churchill, 1978).
A teoria da aprendizagem social assume que as crianças aprendem as capacidades e os conhecimentos através de uma contínua e recíproca interacção com outras pessoas e com o meio. Para compreender este desenvolvimento é necessário conhecer os elementos com os quais o indivíduo interage (Bandura, 1977).
O modelo da socialização do consumidor desenvolvido por Moschis & Churchill(1978) integra a teoria da aprendizagem social e a teoria do desenvolvimento cognitivo. O modelo indica que a idade (desenvolvimento cognitivo) e a estrutura social (género, classe social, raça) são variáveis do processo de socialização. Neste sentido, a socialização envolve pessoas e instituições (agentes) que tem uma forte influência nas crianças. O processo de aprendizagem ocupa um lugar central no processo de socialização. Existem 3 modos de aprendizagem (Bandura, 1977): modelação, reforço e a interacção social.
O modelo de Moschis & Churchill (1978) foi testado em adolescentes com idade entre os 12 e os 18 anos de idade, em que os pais, os “mass media”, a escola e os pares foram os agentes de socialização considerados. As conclusões indicam que a família é o agente mais importante no ensino de motivos racionais e económicos do consumo, enquanto que os pares contribuem para a aprendizagem dos valores materiais e das motivações sociais. Os “mass media” também influenciam os valores materialistas e as motivações sociais do consumo.
A criança aprende progressivamente através de várias fontes, tais como a família, a escola, os amigos e os «media». Assim, as crianças aprendem a comportar-se como consumidores e a escolher a estratégia de compra a partir das observações dos seus pais e amigos.
A família é o elemento primário que contribui para a formação das crianças e para o desenvolvimento do seu papel de consumidor. Os grupos de amigos, os colegas de escola e os seus pares terão um papel importante neste processo. A escola enquanto lugar de aprendizagem, formação e educação permitirá analisar o desenvolvimento cognitivo das crianças e as interações que desenvolve com os seus pares.
Atualmente os «mass media» (para além da televisão destaca-se, cada vez mais, a internet) são uma porta aberta para o mundo e contribuem para a socialização das crianças.
Perspectivas teóricas sobre o consumo das crianças
A socialização do consumidor é baseada em duas teorias de aprendizagem: a teoria da aprendizagem social e a teoria do desenvolvimento cognitivo.
Entre as perspectivas teóricas que têm sido utilizadas para explicar em que medida o consumo de determinados produtos pelos pares influencia o consumo desses produtos pela criança, destacam-se a teoria da aprendizagem social (Bandura, 1977),segundo a qual a observação do consumo de produtos entre os pares é um factor determinante do consumo desses produtos pela criança(aprendizagem por observação directa), e a teoria do desenvolvimento cognitivo (Piaget & Inhelder, 1966), a qual defende que a percepção da criança sobre o consumo dos pares encontra-se melhor correlacionada com o comportamento das crianças que o consumo dos pares.
A socialização do consumo é um processo através do qual as crianças desenvolvem as capacidades, os conhecimentos e as atitudes de compra (Moschis & Churchil, 1978). Das várias teorias que procuraram explicar a socialização do consumidor (teoria da aprendizagem social, as teorias desenvolvimentais e a teoria dos sistemas sociais), aquela que se mostrou mais referenciada nas investigações de Marketing foi teoria da aprendizagem social (Moschis & Smith, 1985), pois analisa a capacidade de um conjunto de agentes e forças ambientais de afectar um indivíduo (Bandura, 1969).
Segundo a teoria da aprendizagem social, os agentes de socialização e outras variáveis estruturais influenciam as atitudes e os comportamentos individuais (McLeod & O’Keefe, 1972). Neste processo poderemos encontrar 3 elementos: os agentes da socialização, a estrutura social e o resultado (Bush, Smith & Martin, 1999). Os agentes da socialização transmitem normas, atitudes e comportamentos para um indivíduo, sendo o fenómeno da socialização desenvolvido durante as interacções entre o indivíduo e os agentes da socialização. As primeiras publicações sobre o comportamento do consumidor apresentam como principais agentes do processo da socialização do consumidor os pais (Ward, Wackman & Wartella, 1977), a publicidade televisiva (Adler, 1977), a escola e os grupos de pares (Moschis & Churchill, 1978).
O ambiente social onde se desenvolvem as interações entre os indivíduos e os agentes socializadores é um outro fator importante a considerar neste processo. Segundo Moschis & Churchil (1978) o ambiente social pode ser entendido como a estrutura social e inclui variáveis tais como a sexo, a dimensão do agregado familiar e a raça.
Por sua vez, Moschis & Smith (1985) refere que dever-se-á integrar nesta análise o resultado (consequência) produzido nesta interação. Na verdade, o resultado final do processo de socialização é a adopção de atitudes e comportamento que atestam a capacidade do comprador.

A teoria da aprendizagem social
Os estudos que recorrem à teoria da aprendizagem social procuram explicar a socialização em função das influências externas sobre as pessoas. A teoria da aprendizagem social explica o consumo infantil mediante três conceitos: aprendizagem pela observação (modelagem), o reforço e as definições/expectativas atribuídas ao comportamento. O processo de aprendizagem por observação é designado de associação diferencial: o comportamento é associado a um modelo. Por exemplo, quando uma criança observa que um amigo se torna popular por vestir roupa de marca (ou trazer jogos para a escola), pode associar roupa de marca com ser popular, daí que emite o comportamento se desejar ser popular. O reforço social ocorre quando as consequenciais do comportamento, quer positivas (recompensas) quer negativas (eliminação dos aspectos aversivos) aumentam a probabilidade que este continue ou se repita. Neste exemplo, como o comportamento (uso de roupa de marca) é recompensado (percepção de popularidade), o uso é socialmente encorajado. Depois de um comportamento ter sido observado e/ou reforçado, é interiorizado na forma de uma definição (comportamento percepcionado como bom ou mau), a qual molda as expectativas e atitudes para esse comportamento (Howard, 1992).
Assim, a teoria da aprendizagem social salienta que o consumo é determinado pela aprendizagem por observação e imitação de modelos proporcionados pela família e pelo grupo de pares, os quais reforçam este tipo de comportamento.

Referências bibliográficas
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  • VECCHIO, Gene Del. Creating Ever-Cool: A Marketer's Guide to a Kid's Heart. Pelican, 1997.

Ligações externas

Ver também


domingo, 2 de junho de 2013

Como o trabalho que vamos desenvolver diz respeito ao consumismo e para realizar minha TCC usei este como um dos texto de apoio, creio que ele ilustre nosso trabalho.


A LINGUAGEM DA PROPAGANDA
CARVALHO, Nelly de. Publicidade, a linguagem da sedução. São Paulo: Ática, 1996. (resumo)

            O estudo da linguagem publicitária trata da manipulação. Falar é argumentar, é tentar impor. O mesmo se pode dizer dos discursos políticos, religiosos e até do discurso amoroso. Em todos esses casos há uma base informativa que, manipulada serve aos objetivos do emissor. A diferença está no grau de consciência quanto aos recursos utilizados para o convencimento. A linguagem publicitária se vale desses recursos para mudar ou manter  a opinião do público-alvo.alguns autores reservam o termo propaganda para os contextos institucional ou religiosos, deixando o termo publicidade, mais leve,  para o comércio.
            Como um estranho não tem autoridade para mandar, a publicidade adota técnica variadas:
                        Fazer-agir: Beba Coca-Cola!
                        Fazer-crer; Só Omo lava mais branco!
                        Fazer-buscar prazer: Se um desconhecido oferecer flores, isto é Impulse!

            A mensagem publicitária, sendo um  braço da moderna tecnologia, promete, abundância, progresso, lazer, beleza, juventude. Ao contrário das catástrofes noticiadas nos jornais, a publicidade fala de um mundo bonito e prazeroso. Esse prazer está associado ao uso de determinado objeto, criando a linguagem da marca, o ícone do produto. Antigamente, a publicidade se limitava  a dizer que na rua tal no. tal, vende-se tal mercadoria, ou tal serviço. Hoje, a publicidade tende a banalizar um produto ( torná-lo acessível) e, ao mesmo tempo, exaltar suas qualidades. Possuir certos objetos passou a ser sinônimo de felicidade. Se na linguagem do cotidiano muito pouco se usam as ordens, preferindo formas eufemísticas (faça o favor de entrar), a publicidade pode ser mais direta: - Abuse e use C & A!.
            Toda a estrutura publicitária sustenta uma argumentação icônico-lingüística, que leva o consumidor a convencer-se, consciente ou inconscientemente. Com aparência de diálogo, na verdade á uma relação assimétrica. O verdadeiro emissor é excluído do circuito..

            A publicidade diz e sugere sem dizer explicitamente. Usa recursos estilísticos:
            Fonéticos: onomatopéias, aliterações etc.
            Léxico-semânticos: criação de termos novos, novos significados, clichês, duplo sentido etc.
            Morfossintáticos: grafias inusitadas, flexões novas, sintaxe não linear etc.
_    A Ericsson fez um telefone com tudo em cima!
–        Diet-Coke traz o prazer  de viver em forma!
–        Ainda não inventaram um passe bem melhor que passe bem.

            O discurso publicitário cumpre seu papel por três vias:
            1- psicológica – a eficácia do jogo de palavras resulta do fato de que esse jogo causa prazer, quando de sua decifração; é erótico, no sentido psicanalítico do termo;
            2- antropológica – parte da proclamação de que o consumidor é irracional; reaviva arquétipos, ocultos, mas fundamentais;
            3- sociológica – não se dirigindo a ninguém em particular, passa a impressão de que se dirige a cada um de nós, identificando-nos como membros de uma polis;
            É algo parecido com a crença em Papai-Noel. Todos sabem ser um mito, mas todos o aceitam. A mensagem faz ver que falta algo ao ser humano e se propõe a preencher esse algo.
            Os anúncios dirigidos à mulher tratam-na como grande consumidora, não só de artigos pessoais e para o lar, com também artigos infantis e mesmo para homens, como roupas, etc. Como a mulher “não trabalha”, pode ir às compras. Os anúncio voltados para  a mulher seguem um padrão:
1-      espectro de cores mais amplo;
2-      uso freqüente de intensificadores; (muito, tudo, mais, grande, etc.)
3-      uso de perguntas retóricas; ( O seu marido fuma? Tem vida sedentária? – anúncio de margarina).

O APELO DAS MARCAS
Exemplos:
Puc – malha infantil – associação com universidades católicas;
Tip-top – onomatopéia
Ceval – marca de alimentos, remete a cevada;
Rexona – nome vazio de significado;
Jauense – o nome que levou anos a ser tecido – duplo sentido;
Tecidos Ferreira Guimarães – apelo a nomes tradicionais;
Senador- sabonete – apelo à nobreza do cargo;
Salutar – margarina- boa para a saúde;
Maguary – suco de frutas tropicais com nome indígena;
Sempre-livre – duplo sentido;

É comum o uso dos sufixos: ax, ex, ix ol, e on.
São prestigiadas as palavras estangeiras: inglês para eletro-eletrônicos, francês para perfumes, bebidas e cosméticos, italiano para comida.
Nos produtos para uso infantil, usam-se diminutivos: musiquinha, chorinho, sopinha
A repetição intensa do nome do produto é recurso muitas vezes empregado: “Clarins. A escolha em tratamento de beleza líder na França. Clarins. Paris. Linha completa de tratamento de rosto, corpo e busto. Clarins.”
Usa-se o duplo sentido:
         “Vision -  a panela que mostra o que faz” (panela de vidro).
–        - “Midsize Philco – para o caso de sua cozinha ser tão ocupada como você”. (microondas)
–         – “ A moda que vai pegar no seu pé (sapatos)”
–        - Na hora de comprar cinto não se enrole. Cintos com personalidade. Monsieur Leclair.

O LOGOTIPO
Exemplos:
F de Forum, numa placa como de estacionamento permitido – o receptor não aparece, mas é subentendido como da faixa etária jovem.
INSS – árvore, representando solidariedade.

NEOLOGISMOS
Exemplos:
Por prefixação:Auto-hidratação; antifrio; antiolheiras; bio-esferas; biossistema; microcápsulas; pré-solar; ultra-hidratantes;
Por sufixação: cabelos permanentados; cera Tabletina;
Por modificação gráfica: Konverta-se e Finlandize-se (vodca);
Por onomatopéia: Leite Mhan-Mhan (tipo longa vida);
Por nova conceituação – “o nosso capital-pele tem sido mal gasto”.