quinta-feira, 30 de maio de 2013

Torrinha -SP
 Esse é o nosso município e um pouco de sua história.
A ocupação e o povoamento onde hoje localiza-se o município de Torrinha caracterizou-se pelo avanço das fronteiras de colonização do interior do país na busca por riquezas. Nos séculos XVII e XVIII essa porção do território paulista era cortada por caminhos de tropeiros e viajantes que aí faziam seu pouso. Com a necessidade de suprimentos de gêneros alimentícios, abastecimento variado e serviços de consertos, surgiram incipientes atividades comerciais e de prestação de serviço, possibilitando a fixação dos primeiros colonizadores da região e a formação de núcleos populacionais.
Esse processo de ocupação intensificou-se com a doação de sesmarias que deram forma e delinearam as grandes propriedades rurais, embriões das futuras áreas urbanas. A Lei de Terra de 1850 favoreceu a vinda de pessoas de outras regiões do país que aqui estabeleceram-se com agricultura de subsistência em áreas próximas ao pequeno arraial em formação.
Através de documentos e registros, sabe-se que algumas famílias torrinhenses já viviam aqui desde 1850. Dessa forma podemos afirmar que as famílias Fonseca Costa, Mello, Dias, Ferreira, Ferraz, Gomes, Ribeiro do Prado, Dias Ramos, Carvalho, Franco de Moraes, Souza, Barros, Teixeira, Leite, Marques, Paiva, França, Pinto, Melchert, Barbosa, Bueno, etc, são consideradas as pioneiras. Historicamente, José Antunes de Oliveira é considerado o fundador de Torrinha, foi ele quem doou ao Bispado de São Paulo uma pequena área onde foi edificada uma capela em homenagem a São José (onde se encontra a atual matriz), considerado o padroeiro da cidade. Calcula-se que esse fato se deu por volta de 1870, ou seja, dezenove anos antes da República.
Em 1880, documentos da época, registram a chegada de Jerônimo Martins Coelho, neto do Barão de Cocais, Vindo da Borda da Mata, Minas Gerais, que aqui adquiriu grande quantidade de terras que alcançava as localidades de Santa Maria da Serra, Torrinha, Brotas e Dois Córregos. Instalou-se por muito tempo em terras onde hoje está a Usina dos Três Saltos e construiu nesta fazenda uma das primeiras Igrejas Presbiterianas do Estado.
Nesse período outras famílias foram chegando e o arraial foi adquirindo vida e com a chegada de Bento Lacerda, que era filho do Barão de Araras, Sr. Bento Lacerda Guimarães e de Dona Manuela Franco, em 1886, o pequeno arraial ganha impulso. Bento Lacerda acabara de retornar à Pátria, vindo da Alemanha, onde estudara na Universidade Politécnica de Hannover, especializando-se em Química e Mineração. Aceitou o desafio e veio trabalhar nas terras adquiridas pelo Barão. Tornou-se uma das figuras mais importantes da história do município. A ele são atribuídas a criação do Distrito de Polícia em 1892 e Distrito de Paz em 1896.
O desenvolvimento econômico dessa região iniciou-se por volta do século XIX com a introdução da cultura açucareira. O plantio de cana-de-açúcar no município de Torrinha deve-se à sua proximidade geográfica das áreas açucareiras de Piracicaba, Araraquara e São Carlos. Entretanto as condições locais não favoreceram a permanência dessa cultura. O ciclo de cana-de-açúcar impulsionou o povoamento e a colonização, favorecendo a introdução da cultura cafeeira e estimulando a vinda dos imigrantes.
A cultura cafeeira foi introduzida no município no final do século XIX e seu desenvolvimento está associado à construção da ferrovia pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro, inaugurada em 07 de Setembro de 1886, com o nome de Estação Ferroviária de Santa Maria e posteriormente Torrinha.
A estação representou a força maior no desenvolvimento da cidade que necessitava de um meio de escoamento e depósito de seu principal produto agrícola, o café, como também foi de utilidade para o transporte de passageiros entre eles os imigrantes.


http://www.torrinha.sp.gov.br/

terça-feira, 28 de maio de 2013

Desafios par ao ensino da Língua Portuguesa



Desafios par ao ensino da Língua Portuguesa
O Ensino de Língua Portuguesa passou por modificações ao longo dos anos e a escola tem sido atingida por essas mudanças. O desenvolvimento das tecnologias e seu uso no ambiente escolar são uma realidade e uma necessidade que deve ser observada pelos educadores comprometidos com a efetiva aprendizagem dos educandos.
Além disso, a partir do momento que a escola passou a ser “para todos”, diferentes culturas e níveis socioeconômicos chegaram com esses novos alunos. É um desafio muito grande para o professor, estabelecer metas que garantam o processo de construção da aprendizagem e a inserção social das novas gerações. O papel do educador hoje deve ser o de formar não apenas profissionais com conhecimentos em matérias específicas e sim seres humanos capazes, seguros, aptos para pesquisar, questionar, viver em grupo, assim garantindo o exercício pleno da cidadania.
Atualmente, muito se tem falado em competências e habilidades como pré-requisitos em situações de aprendizagem. O suíço Perrenoud (2002, p.16), aborda essa questão em suas obras, a exemplo das Dez Competências para Ensinar no Século XXI. Para ele, a competência vai mobilizar o indivíduo a colocar em prática conhecimentos armazenados e/ou adquiridos diante de algumas instâncias da vida.  Competências e habilidades estão relacionadas, levando em consideração que esta é parte constitutiva daquela. A escola desprezou esse aspecto, contudo tem se esforçado para mudar este quadro através de atividades que mobilizam tanto os alunos quanto os professores. Essa mudanças exploram esforços na criação de situações diversificadas, descobrindo praticas variadas que permitam uma aprendizagem significativa, levando o aluno a criar mecanismos para a resolução de problemas não apenas ligados a uma situação específica, mas àquelas que lhes são apresentadas cotidianamente, fazendo uso de suas competências e habilidades.  Para que isso realmente aconteça, a escola deve abrir mão do ensino fragmentado e excludente e adotar formas multidisciplinares na abordagem dos assuntos, para que o aluno perceba a relação entre eles e sua própria realidade. 
O uso de novas mídias e tecnologias no espaço escolar é necessário, porém, esse processo é lento e precisa ser feito com responsabilidade e muito planejamento, pois:
           Ensinar com as novas mídias será uma revolução, se mudarmos
simultaneamente os paradigmas convencionais do ensino, que
mantêm distantes professores e alunos.  Caso contrário
conseguiremos dar um verniz de modernidade, sem mexer no
essencial. (MORAN, 2000, p. 4).
O papel do professor agora é o de mediar à cultura tecnológica no espaço escolar transformando esse em um espaço de inclusão social onde todos tenham o mesmo acesso às informações, aos meios de comunicação, à igualdade de oportunidades, uma vez que:
  As mediações não estão dadas.  Elas se constituem enquanto
ações reflexivas.  E podem ocorrer de fato, tanto na esfera da
produção quanto na recepção.  Para o nosso caso, enquanto
educadores, as mediações precisam ser potencializadas,
desenvolvidas, trabalhadas.  E a escola pode e deve estar
articulada às demais esferas da sociedade civil na construção das
alianças de transformação, na medida em que se inclua, nesta luta
de conquista de poder, junto às camadas excluídas e
marginalizadas, com respeito ao acesso às mídias
contemporâneas. (OROFINO, 2005, p. 51).

Mas é necessário ter cuidado na introdução das ferramentas tecnológicas. É preciso: planejar, estabelecer objetivos e então, de forma equilibrada fazer uso dessa ferramenta. Agregar as mídias tecnológicas a pratica pedagógica, saber como utilizar os recursos, as ferramentas de que dispõe é uma maneira de direcionar os passos, tendo em vista um ensino e aprendizagem mais significativa. 
É importante não nos esquecermos de que a tecnologia possui
um valor relativo: ela somente terá importância se for adequada
para facilitar o alcance dos objetivos e se for eficiente para
tanto. As técnicas não se justificarão por si mesmas, mas pelos
objetivos que se pretenda que elas alcancem que no caso serão
de aprendizagem. (MASETTO, 2000, p. 144).
            Torna-se claro que o maior desafio para o ensino da Língua Portuguesa na contemporaneidade está em aceitar os diferentes indivíduos e os diferentes níveis de aprendizagem presentes em sala de aula e incorporar este ensino as novas demandas tecnológicas. Lembrando que para uma aprendizagem significativa é necessário levar-se em conta a “bagagem” desse educando e mediando seus pré conhecimentos à novos.

Bibliografia
MASETTO, Marcos T. Mediação pedagógica e o uso da tecnologia. In: MORAN, José 
Manuel; MASETTO, Marcos; BEHRENS, Marilda Aparecida. Novas tecnologias e mediação pedagógica. 12.. ed. Campinas: Papirus, 2000.
OROFINO, Maria Isabel. Mídias e mediação escolar: pedagogia dos meios, participação e visibilidade. São Paulo: Cortez; Instituto Paulo, 2005.
PERRENOUD, Phillipe. As Competências para ensinar no Século XXI: a formação dos professores e o desafio da avaliação. Porto Alegre: Artmed, 2002.
TENTI FANFANI E.  Pedagogía y cotidianidad. En: TENTI FANFANI E. 2000.